No primeiro ano da fundação da Máquinas Agrícolas Jacto, eram produzidas 30 polvilhadeiras por mês e Nishimura ia ao campo vendê-las. O produto ainda não estava no ponto e quebrava com facilidade, mas fazia grande sucesso porque o fabricante não abandonava os clientes. Se a polvilhadeira apresentava defeito, Nishimura voltava, consertava e substituía peças ou até a máquina inteira. A partir disso, solidificou-se no boca a boca o conceito de garantia e qualidade que se tornou filosofia da Jacto: jamais abandonar à própria sorte o agricultor que usa suas máquinas. A inspiração para o nome da empresa veio da imagem do rastro deixado no ar pelo produto lançado pela polvilhadeira, semelhante ao que deixavam no céu os aviões a jato, símbolos de novo tempo, de rapidez, força e modernidade. Em 19 de julho de 1952, a fábrica é transferida para a nova sede, na Avenida dos Expedicionários, 37.


Produto principal

Com algumas variações de modelo, a polvilhadeira foi por muitos anos o principal produto da Jacto. Além do modelo costal, havia o modelo motorizado, sobre rodas. Eram destinadas a inseticidas em pó para o combate a pragas e doenças do algodão, amendoim, café, feijão, milho, soja e trigo.


Na crise, a diversificação e o progresso

Em 1956, a agricultura brasileira é prejudicada pelo excesso de chuvas, o que afetou também as vendas da Jacto, provocando grandes dificuldades financeiras para a empresa. A crise, no entanto, também é oportunidade de crescimento e a empresa inova no mesmo ano com uma máquina de arar a terra. A agricultura brasileira se recuperou e a diversificação levou a Jacto a um novo patamar:


1961 - é lançada uma polvilhadeira de inseticida montada em trator e o modelo PT 60, para áreas maiores.

1962 - nasce a segunda grande inovação da Jacto: a Jacto Haramoto, uma polvilhadeira com barras, montada em trator.

1963 - a empresa faz sua primeira exportação: um lote de polvilhadeiras costais para a Argentina. Década de 1960, com o apoio do presidente da República, Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, que liberou a Jacto do depósito compulsório na importação da máquina, era inaugurado o uso do plástico na agricultura brasileira.

1965 - construção da fábrica de plásticos da Jacto. Em 1966, a Jacto inaugurava o prédio da linha de produção do reservatório do pulverizador, com capacidade para 20 litros.

1970 - a Jacto desenvolveu o GT 400, um pulverizador para adaptação em trator, especialmente projetado para a aplicação de fungicidas contra a ferrugem.
Nesse período, a Jacto lança o pulverizador Jatão, que se destacava por uma super turbina que tornava mais rápida e uniforme a aplicação do defensivo.
Na década de 1970 a Jacto entraria definitivamente para a história da cafeicultura brasileira ao lançar a primeira colhedora de café do mundo - a K3.

1972 - a empresa tem a sua primeira diretoria constituída nos moldes modernos. Jiro Nishimura assume a presidência da Jacto.

1973 - com o projeto da primeira colhedora de café do mundo, nasceu o Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Jacto.

1974 - foi lançado o primeiro derriçador para a primeira fase da colheita.

1975 - entra em testes a primeira versão da colhedora, o protótipo K1, acionado por trator e serve de base para os aperfeiçoamentos no segundo protótipo, o K2, que vai ao campo em 1977.

1976 - a fábrica de plásticos se torna uma empresa, a Unipac.

1979 - com a presença do então vice-presidente da República, Sr. Aureliano Chaves, a Jacto lançava no mercado a Primeira Colhedora de Café doMundo - a K3.

1980 - o modelo GT 400, projetado especialmente para aplicações de produtos para combater a ferrugem do café, dá origem à linha Arbus.
Os pulverizadores de barras da série PJ também ganham atualizações e dão lugar aos modelos Condor M12 e Coral B12.

1981 - é lançado o Columbia A-17, com barras de 17 metros e sistema de levantamento hidráulico.

1988 - o pulverizador Columbia tornou-se um sucesso de vendas e ganhou duas atualizações em 1988, Columbia Cross e Columbia Tanden. Foi lançado também o Cruzador 3000, voltado para grandes áreas.

1989 - a Jacto lança o primeiro pulverizador automotriz, o Uniport.

1992 - Takashi Nishimura assume a presidência da empresa. A empresa começa a ser preparada para a gestão profissional e é instituído o Conselho de Administração.

1993 - é lançada a tecnologia Vortex, que permite manter constante o volume de pulverização, reduzindo perdas e aumentando a eficiência da operação.

1995 - a linha Arbus passa a contar com o Sensorflow-System, sistema eletrônico, que detecta a presença de plantas.

1997 - a Jacto lançou a KTR, versão tracionada por trator.
Nesse mesmo ano o Uniport 2000 chega ao mercado, voltado para os grandes produtores de algodão e soja.

1998 - ano do cinquentenário da Jacto, a empresa entra definitivamente na era da agricultura de precisão com o JSC 4000, comando eletrônico de pulverização. Os pulverizadores passam a contar com computador, que dispensa a regulação do volume de pulverização pelo operador. Também em 1998, o pulverizador Falcon Vortex leva as vantagens dessa tecnologia para áreas de produção menores. A década termina com um grande sucesso de exportação: o Condorito, pulverizador criado para pequenas propriedades.

2000 - início das atualizações tecnológicas nos pulverizadores das linhas Arbus, Columbia e Falcon. A Jacto avança no mercado de equipamentos para citros e inova com produtos para novos mercados, além de produtos específicos para mercados externos, como as versões do pulverizador automotriz Uniport 2000 Plus e 2500 Plus, destinadas à Argentina. Nesse mesmo ano, completa-se o processo de profissionalização da gestão da Jacto.

2001 - Shiro Nishimura assume a presidência da empresa. É o último membro da família do fundador a dirigir companhia.

2005 - é lançada a Adubadora Uniport 3000 NPK, para adubo sólido granulado, desenvolvida para a cana-de-açúcar.

2007 - a empresa apresentou o Jacto Arbus 4000 Multisprayer para a fruticultura. A colhedora de café número 1000 é entregue à Fazenda Ipanema. Em setembro deste ano, Shiro Nishimura passa a direção a Martin Mundstock, que passa a responder como diretor-presidente, concluindo o processo de profissionalização da empresa.

2008 - a Jacto lança a primeira colhedora de laranjas totalmente desenvolvida no Brasil.

2010 - foi realizado o 1º Encontro Mundial de Revendedores Jacto. Neste ano a Jacto ingressa definitivamente no mercado de agricultura de precisão com o lançamento da marca Otmis.
Em 23 de abril se fecha o ciclo de vida do fundador da Jacto. Shunji Nishimura, o imigrante japonês de alma brasileira, morre.

2011 - dois importantes eventos marcaram este ano - o 1º Encontro Mundial de Revendedores de Uniport e 1º Encontro dos Distribuidores de Colhedoras.

2012 - a Jacto lança um novo conceito em autopropelidos - o Uniport 3030, o mais completo conjunto de soluções para pulverização do mercado.




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