Conta a história que há mil anos o Japão era governado pela Monarquia, representada pelo Imperador, e que em 1185 surgiram os samurais, guerreiros que formavam a guarda da corte. Nossos antepassados falam que nessa época houve uma grande Guerra civil e os samurais tomaram o poder, quando implantaram no Japão um governo militar, o Xogunato.

Séculos se passaram, o país cresceu, formaram-se as cidades e o domínio dos samurais manteve-se, impedindo que os imperadores voltassem ao poder pleno. Porém, a partir de 1335 surgiu uma nova classe de senhores feudais, os Daimios, de base camponesa, que enfraqueceu o poder do Xogunato. Eles travaram por 10 anos, de 1467 a 1477, uma sangrenta Guerra civil, a Guerra Onin, quando os Xoguns foram derrotados. Mesmo assim, o Japão continuou sob conflitos armados e em todo esse período as maiores vítimas foram milhares de famílias camponesas.

Entre elas, a família Nishimura, que mesmo sem participar das disputas, constantemente tinha suas plantações devastadas pelas batalhas, que muitas vezes aconteciam em áreas de sua propriedade. Mas, quando tudo estava perdido o verde voltava a nascer através de milhares e milhares de pequenos trevos de três folhas. Era o sinal da terra para que a família continuasse perseverante. Por isso, há mais de cinco séculos o trevo tornou-se o símbolo e brasão dos Nishimura.

Nos campos, a destruição das guerras foi vencida definitivamente pelos camponeses. Nas cidades, a marca foi o grande crescimento. Mas, no século seguinte, por volta de 1930, o país passou por forte crise econômica. Um dos filhos da família, Shunji Nishimura, decidiu então partir para o Brasil em busca de trabalho.

Antes, foi preparar-se na escola Hikkokai (que significa perseverança), onde recebia informações básicas sobre o país desconhecido.

Em 1932, chegou ao Brasil e trouxe consigo o brasão da família. Aqui, com todas as diferenças culturais e de idiomas, trabalhou na colheita de café, foi garçom, mecânico e fundou uma pequena oficina onde colocou a otimista e esperançosa placa: "Conserta-se tudo".

Esse modesto negócio cresceu e transformou-se na Máquinas Agrícolas Jacto, que hoje atua em mais de 108 países dos cinco continentes, e desde sua fundação, em 1948, o Grupo Jacto tem como símbolo o mesmo trevo: o das três folhas, que há mais de 500 anos simbolizam, junto com nossos colaboradores e clientes, os caminhos da esperança, da confiança e, acima de tudo, da perseverança.

Assim, nos lembramos que a cada instante, seja durante os projetos, o trabalho, o sucesso e mesmo nas dificuldades, em algum lugar um trevo está nascendo e nos mostrando, sempre, que perseverar é preciso.




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