Quase toda a vida de Shunji Nishimura no Brasil foi devotada a encontrar soluções para os problemas da agricultura. E assim foi também quando ele se retirou do dia a dia dos negócios. A aposentadoria foi dedicada à educação, a forma que o imigrante encontrou de dizer obrigado ao país que o acolheu.

O olho sensível para enxergar as necessidades da agricultura e criar produtos para suprí-las, percebia a grande lacuna que existia entre o conhecimento acadêmico dos poucos engenheiros agrônomos e o grande contingente de trabalhadores rurais, a maioria analfabeta ou com poucos anos de estudos.

Para unir esses dois elos, Shunji Nishimura idealizou uma escola técnica onde os filhos de agricultores aprenderiam nas salas de aula a teoria e testariam no campo a prática do cultivo, criação de animais e do uso de máquinas e equipamentos agrícolas. A escola ampliaria uma experi-ência de cursos rápidos sobre mecanização agrícola que a Jacto já oferecia para jovens na fábrica. Instalada em uma fazenda de 35 alqueires e organizada no tripé honestidade, trabalho e solidariedade, a Escola Técnica Agrícola de Pompeia começou a funcionar em 26 de abril de 1982 e até 2007, em regime de internato, formou 797 técnicos agrícolas.

Novos tempos, novos cursos

A Escola Técnica Agrícola de Pompeia funcionou nos moldes em que começou até 2007. No entanto, os tempos mudam as necessidades e a escola precisa mudar também, para se adequar às novas demandas. A partir de 2008, acaba o regime de internato e os alunos deixam de morar na escola, passando a estudar em tempo integral, mas voltando para suas casas ao fim do dia.

Com o avanço da escolarização garantida pelo Estado, em vez de quatro anos o curso técnico passa a ter duração de três semestres. Sai o conteúdo geral do ensino médio e ficam apenas as disciplinas do núcleo profissionalizante, com ênfase na mecanização agrícola.

Além da escola agrícola, a instituição passou a oferecer em 2008 dois novos cursos técnicos, de mecânica e eletroeletrônica, voltados para a indústria.

No ano de 2010, em convênio firmado com o Governo do Estado, através do Centro Paula Souza, o Colégio Técnico passa a abrigar a FATEC Marília Campus Pompeia, com o objetivo de formar jovens para atuar em uma agricultura cada vez mais mecanizada e tecnológica. O curso, Mecanização em Agricultura de Precisão, único oferecido pela escola é também inédito no Brasil e segundo no mundo.

Em 21 de abril de 2012, o Governador Geraldo Alckmin assinou, em uma cerimônia realizada nas dependências do Colégio Técnico, um decreto que instituiu a Faculdade de Tecnologia - FATEC Shunji Nishimura, em uma homenagem a quem tanto se preocupou com o campo e com a formação do homem.

Primeira Infância

Em 1994, a Fundação Shunji Nishimura ampliou sua área de atuação com uma escola de educação infantil e ensino fundamental. Nishimura acredita que a formação de um homem íntegro, calcada em valores morais e éticos, deve ser iniciada desde a primeira infância. Sua mensagem aos educadores sempre foi que eles não meçam esforços para que as crianças sejam felizes e que o aprendizado aconteça num ambiente motivador, participativo, com responsabilidade e disciplina. O Colégio Shunji Nishimura oferece turmas até a oitava série, com atividades que visam ao desenvolvimento do aluno em todas as suas potencialidades.

Menor Aprendiz

Em 2005, o Centro de Aperfeiçoamento Profissional da Jacto deu origem à Escola Profissionalizante Chieko Nishimura, que atua em parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) para oferecer cursos de iniciação profissional na área de mecânica de usinagem, no programa Menor Aprendiz, totalmente gratuitos.

Desde outubro de 1988, a Jacto vinha recrutando e treinando jovens que haviam estudado no Senai para formar mão-de-obra qualificada para a empresa. Com o crescente aumento na demanda de mão-de-obra pelas empresas do grupo, surgiu a ideia de construir uma escola que trabalhasse o aluno na formação inicial de mecânica e suprisse as necessidades de capacitação para os funcionários do grupo de empresas. No dia 8 de janeiro de 2005 foi inaugurada a escola profissionalizante, com 1.478 metros quadrados de área total construída, na presença do então governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Fazendo a diferença

Por seu porte, a Jacto tem uma presença muito forte na comunidade de Pompeia. Dos pouco mais de 19 mil habitantes da cidade, 3.500 trabalham nas empresas do Grupo Jacto, 2.000 apenas na empresa de máquinas agrícolas. Por isso, a empresa sempre teve ações de responsabilidade social.

Fiel ao estilo discreto de seu fundador, Shunji Nishimura, nunca fez alarde sobre isso, mas há muitos anos colabora para a manutenção da Santa Casa de Pompeia e com as entidades assistenciais da cidade.

Na condição de maior empregadora da cidade, todo o investimento que faz em seu corpo de funcionários também reflete na comunidade. E a Jacto sempre investiu obstinadamente na capacitação de seu pessoal, desde os operários até o corpo de gestores. Até o momento, 157 funcionários receberam apoio para cursar a graduação, 46 para cursos de especialização e três para cursos de mestrado. Internamente, é desenvolvido para a área de mecânica o Curso de Aperfeiçoamento Profissional.

Para a área gerencial, desde 2002, a Jacto oferece um programa de MBA (Master Business Administration) e também programas de aperfeiçoamento com foco em competências gerenciais específicas, de capacitação em vendas e marketing e para a gestão da produção.




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